Review: Mallu Magalhães - Vem


Em meio a todas as polêmicas, decidi ouvir o disco Vem da Mallu Magalhães. E a primeira dica que dou para quem ainda não escutou o álbum é exatamente esquecer todas questões que cercam a cantora. Apenas aprecie a música e a voz dela. Se você conseguir isso, é possível aproveitar melhor esse material.
Vem não parece ser um disco de 2017. Ou melhor, ele parece uma playlist ao que presta uma homenagem ao que era popular no Brasil dos anos 60. E contrariando o que a maioria fala: Não, ele não é um disco de samba. Ele traz algumas faixas que são influenciadas pelo gênero, como o single Você Não Presta e Casa Pronta.
O álbum flerta com outros estilos populares da época já citada. Um exemplo disso é Será Que um Dia, que tem uma levada meio soul music com instrumentos de sopro. Já Pelo Telefone tem uma característica de samba rock. Entretanto, a música que mais me encantou foi a gostosa Vai e Vem, algo próximo de uma versão moderninha para alguma canção pop rock da Marina Lima.
As letras não tem nada extremamente impressionante, ele tem a personalidade que já conhecemos da Mallu Magalhães nos trabalhos solos ou na Banda do Mar. Contos de uma jovem mulher sonhadora e apaixonada que mora na cidade grande e cosmopolita. Ao mesmo tempo, mostra alguém querendo se provar, como é o caso de Navegador.
Vem é um disco que foi pegando um pouquinho de vários gêneros e artistas dos anos 60. De Jorge Ben Jor a Tim Maia, de Nara Leão a Elis Regina. Deixando de lado as influências internacionais do começo da carreira. Porém, apesar de ser um disco ótimo, ele ficou com cara de um álbum de versões.

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